Seu dinheiro em 2012

O ano de 2012 começa com os investidores ainda vivendo a “ressaca” de 2011. Um ano de muita volatilidade, poucos ganhos e muitas incertezas. Em 2012, teremos que nos habituar à realidade provocada pela crise européia e pela diminuição gradual da taxa de juros básica (SELIC) no Brasil. Veja o que possível antecipar sobre cada modalidade de investimento:

OURO – Continuará sendo o refúgio dos investidores principalmente se uma piora no cenário europeu ou alguma recaída na economia americana acontecer. Não se espera, a princípio, um especulação tão grande como a do ano passado.

DÓLAR – Começou 2012 com forte desvalorização frente ao real mas a expectativa é de encontrar seu patamar entre R$1,70 e R$1,80, cenário mais que almejado pela equipe econômica do governo brasileiro.

RENDA FIXA – Um ano mais apertado para a renda fixa já que a tendência de queda de juros certamente se confirmará com a possibilidade da SELIC atingir apenas 1 dígito ainda no primeiro trimestre de 2012.

O Tesouro Direto e sua NTN-B principal (que paga IPCA + taxa de juros prefixada) continuarão oferecendo as melhores oportunidades de ganho. Uma modalidade que pode render bons resultados são os Fundos que investem em Crédito Privado. Os papéis de dívidas das empresas são cada vez mais comuns no mercado e pagam até 2 pontos percentuais acima do CDI. Por serem cada vez mais negociados, sua liquidez aumentou nos últimos anos trazendo mais flexibilidade aos gestores de fundos.

A Caderneta de poupança continuará amargando rentabilidade real baixíssima (ou negativa) se a taxa de inflação se mantiver nos níveis atuais.

RENDA VARIÁVEL – 2012 pode ser um ano de recuperação na BOVESPA. Em janeiro último, atingiu-se o recorde de ingresso de capital estrangeiro no Brasil, o que não acontecia desde 2008. Em janeiro, a valorização do índice IBOVESPA atingiu 14% mas ainda é cedo para comemorar. O que é certo é que muitas empresas brasileiras estão muito bem financeiramente e muito baratas existindo boas oportunidades de aquisições.