O boato e o fato…

Tenho recebido e-mails, telefonemas e mensagens sobre a venda do HSBC.

Não há motivo para pânico pois o HSBC é regulado pelo Banco Central e, se houvesse alguma irregularidade, nem poderia ser colocado à venda e já estaria sob intervenção. Resumindo, o HSBC no Brasil não está quebrando e seu dinheiro não corre risco se continuar lá.

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A verdade é que o HSBC nunca emplacou no Brasil. Cometeu erros de estratégia e não conseguiu atingir o crescimento que almejou. Não conquistou a fatia de mercado esperada pelos acionistas que entendem que é hora de ajustar o leme para outra direção. O banco continua sendo um dos maiores do mundo com sua sede em Londres. A questão é que no Brasil, assim como em vários outros países, a concentração da atividade bancária em poucas instituições (Bradesco, Itaú, BB e CEF) dificulta o crescimento de qualquer outro banco.

Neste momento, alguns profissionais do mercado financeiro alarmam os clientes na tentativa de captar as contas correntes para sua instituição. Além de ser antiético é procedimento passível de punições pelo Banco Central

A única razão existente para mudar a conta para outros bancos é que não sabemos qual instituição irá adquirir a operação brasileira do HSBC: Bradesco, Itaú, Santander? Desta forma, o cliente do HSBC pode ter alguma rejeição em relação ao banco comprador. No período de transição para o novo banco é normal a qualidade do atendimento cair por um período até tudo entrar nos eixos. Apenas neste caso, vale a pena refletir sobre a mudança.

Banco Real foi vendido ao holandês ABN ANRO que, em seguida, foi vendido ao Santander. O mesmo aconteceu com o Unibanco vendido para o Itaú. Nenhum cliente perdeu seus recursos.

O Banco Bamerindus foi comprado, vejam só, pelo HSBC.

O tempo passa, o tempo voa…