VIDA FINANCEIRA E OS CINCO ERROS MAIS COMUNS DE ATLETAS QUE PERDEM SUAS FORTUNAS

 

É comum encontrarmos – nos noticiários ou na Internet – a divulgação de relatos sobre dificuldades financeiras enfrentadas por atletas profissionais durante e após o encerramento de suas carreiras. Não apenas no Brasil, mas também no exterior.

Na NBA, Antoine Walker, ex-jogador do Boston Celtics e Miami Heat foi à falência após gastar sua fortuna de cerca de R$ 250 milhões conquistada durante muitos anos de carreira.

Desorganização e falta de planejamento também levaram Terrel Owens, ex-jogador da NFL, a arruinar um patrimônio de cerca de US$ 90 milhões. No Brasil, vários são os casos de atletas que literalmente quebraram após uma carreira de sucesso.

      Porém, durante os últimos dez anos trabalhando com atletas profissionais, conseguimos identificar fatores comuns nos casos de insucesso financeiro:

  • Visão de curto prazo: várias decisões de investimentos e negócios são tomadas considerando ganhos no curto prazo, o que aumenta o risco assumido e a chance de perdas. Apesar da carreira curta, um patrimônio sólido é formado considerando a regularidade de retornos financeiros ao longo do tempo.
  • Investimentos exagerados no mercado imobiliário: os atletas são investidores conservadores por natureza. Muitas vezes, privilegiando a segurança e na falta de  conhecimento de outros investimentos, optam pelo investimento em imóveis que, aparentemente, trazem menor risco. Porém, investimentos imobiliários possuem riscos inerentes à localização, solidez dos incorporadores e construtores, mudanças na lei de uso e ocupação do solo e situação econômica do país.
  • Má avaliação na participação em sociedades: é frequente a oferta de vários tipos de investimentos para atletas profissionais, em especial a formação de sociedades para a exploração de diversos tipos de negócios. Muitas vezes, o atleta profissional entra com o capital, mas participa pouco da avaliação e da administração.
  • Estabelecimento de poderes para profissionais não-qualificados: a falta de tempo, conhecimento e distância geográfica de suas cidades de origem obriga o atleta a estabelecer poderes para terceiros muitas vezes baseando-se apenas na confiança. Uma procuração emitida em cartório para pessoa não-qualificada para representá-lo pode trazer consequências graves à sua vida pessoal.
  • Falta de atenção às questões tributárias: como qualquer outro profissional, as questões relacionadas ao recolhimento de impostos e entrega de declarações anuais de Imposto de Renda obedecendo às regras impostas pela Receita Federal podem poupar muita dor de cabeça com o Fisco.

 

 

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