Linhas de crédito pessoal. Qual utilizar se preciso for?

  1. Como funciona o crédito rotativo do cartão? Esse recurso pode ser útil em alguma situação?

     Trata-se de um financiamento mensal referente ao saldo devedor da fatura do cartão de crédito concedido pela administradora. Quando o cliente paga a fatura no valor mínimo ou algum valor parcial, entra em ação esta linha de crédito. Difícil dizer se há uma utilidade nesta linha pois estamos falando da linha de crédito mais cara do mercado. Os juros, atualmente, giram entre 13% a 16% ao mês dependendo da administradora do cartão. Antes de utilizar a solução de pagar o valor mínimo ou parcial da fatura o consumidor deve pesquisar outras linhas de crédito mais baratas. O cartão de crédito é uma excelente ferramenta para planejar o fluxo de despesas mensais, ou seja, o prazo por ele concedido para pagar a fatura pode facilitar o planejamento financeiro pessoal. No entanto, muitas pessoas enxergam o limite do cartão como uma renda adicional disponível para consumo e este é o primeiro passo para o endividamento.

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  1. Quando o cliente tem o empréstimo pessoal e o cheque especial como opções, qual é a melhor escolha? Que vantagens/desvantagens cada um deles pode trazer?

     O empréstimo pessoal é vantajoso pois será sempre a linha mais barata, envolve maior garantia para a instituição financeira. Os consumidores evitam essa modalidade pois é mais burocrática e mais seletiva na concessão pelo banco. Dependendo do valor a emprestar, o cliente terá que oferecer garantias e isso pode ser uma desvantagem. Muitas vezes, o consumidor deixa de procurar o banco porque sente vergonha em falar de sua situação financeira perante o gerente ou se sente com baixa estima em pedir um empréstimo para amigos ou parentes (situação na qual poderia até não pagar juros). Assim, a pessoa que está endividada acaba usando as linhas preaprovadas e automáticas como o cheque especial ou o rotativo do cartão.

  1. No caso do cheque especial, quais são as taxas envolvidas?

     Além dos juros, há a incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 0,38% ao ano mais 3% ao ano (0,0082% ao dia) para a Receita Federal enquanto estiver usando o limite. Além disso, o cidadão paga 0,38% de IOF a cada saque utilizando o limite.

  1. Quais são as principais diferenças entre os bancos e as financeiras? Quando é válido recorrer a cada uma delas?

     Bancos são instituições privadas habilitadas e fiscalizadas pelo Banco Central para o fornecimento de vários serviços: administração de contas correntes, pagamentos, linhas de crédito e investimentos para citar os serviços mais importantes. Financeiras são entidades privadas também reguladas e fiscalizadas pelo BC para fornecimento exclusivo de crédito e financiamento de bens. As taxas de juros dos bancos são muito mais atrativas pois o crédito é concedido sob condições de análise mais rigorosas e com maior controle sobre a inadimplência. Já as financeiras por terem muito mais flexibilidade ao conceder o crédito precisa trabalhar com taxas bem superiores de inadimplência, o que encarece as taxas praticadas.

  1. De que forma é possível pesquisar as taxas de juros praticadas por diferentes bancos e garantir o melhor negócio? 

     Para as taxas de juros praticadas em diversas modalidades de empréstimos basta acessar o site do Banco Central através do link http://www.bcb.gov.br/?txjuros . Porém, sempre vale uma consulta direta aos bancos para conseguir negociar a taxa. O site do Banco Central (http://www.bcb.gov.br), na seção de serviços ao cidadão, possui ainda um ranking de tarifas bancárias praticadas pelos bancos. Possui também um ranking com taxas de juros praticados para o empréstimo consignado (aquele que tem o desconto da parcela na folha de pagamento).

  1. O que são juros capitalizados? Eles são uma opção legal? 

     A definição mais simples é a seguinte: são os juros de um determinado período somados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes. São tão poderosos (para o bem ou para o mal) que Einstein chegou a dizer que os juros compostos foram a maior invenção da humanidade. No Brasil, seu uso é legal e é padrão nas transações financeiras, investimentos e empréstimos.

 

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