Estamos mais pobres e muitos ainda não se deram conta…

O ano de 2014 trouxe todas as evidências necessárias para que fosse possível prever as dificuldades de 2015: preços represados, escândalo da Petrobrás e repercussões da eleição presidencial, entre outras.

Já prevíamos que o ano de 2015 seria muito difícil em post publicado neste blog  em agosto de 2014:

http://marceloclaudino.com.br/2014/08/08/ajuste-suas-velas-para-2015/

Mas…Por que estamos mais pobres?

# O IPCA acumulado nos últimos 12 meses atingiu 8,5%. Mas a inflação real está bem acima deste patamar.

# Em 2015, seu carro usado desvalorizará pelo menos 11%. Se adquiriu o veículo em 2015, pelo menos 23%.

# Sua conta de energia elétrica aumentou mais de 30% em 2015.

# A alimentação fora de casa está 20% mais cara.

# Os planos de saúde foram corrigidos, na média em 11%.

# As mensalidades escolares até 14% mais caras.

# A gasolina aumentou cerca de 10%

# A taxa SELIC saltou para 13,75% ao ano

Enfim, melhor parar por aí… Os fatos estão aí apresentados. Afinal, como sobreviver a esta dura realidade, ano após ano,  se a renda do brasileiro não aumenta na mesma proporção?

Não há opção: o primeiro passo é o ajuste imediato dos custos e o abandono dos supérfluos. Infelizmente, o brasileiro está cada vez mais preso em casa seja pelo alto custo do lazer, seja pela falta de segurança pública.

Segundo passo: investir na empregabilidade ou potencial empreendedor. Esta é a maneira de se manter em atividade numa economia em recessão e tentar oportunidades que proporcionem maior renda e evolução na carreira.

Se possuir investimentos, é fundamental revisar a carteira para garantir rentabilidades acima da inflação. Não é à toa que a poupança (que, há muito tempo, rende menos que a inflação) perdeu R$ 32 bilhões apenas em maio deste ano.

Evitar o endividamento à todo custo. Não só pelas altas taxas de juros atuais mas, sim, porque um ano pagando dívidas representará praticamente três anos a menos em sua prosperidade futura.

Infelizmente, o governo aumenta progressivamente a taxa básica de juros (SELIC) como uma máscara de oxigênio para uma economia doente. Deixa de cortar gastos, de combater a corrupção e diminui investimentos.

A vida nos obriga a vivê-la um dia de cada vez, porém quem tem os olhos no futuro e se dispõe a batalhar no presente pode garantir chances melhores em um país que faz muito pouco por seus cidadãos. O brasileiro trabalhará ainda mais sem a certeza de que sairá do lugar em que está.

Continuaremos torcendo para que a fibra do brasileiro compense este período nada promissor que o Brasil atravessará nos próximos anos. E que os responsáveis pelo rumo do país honrem os postos que ocupam.

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *