Tesouro Direto: você não pode ignorá-lo mais…

Você pode não acreditar: uma das melhores e mais seguras opções em investimento na renda fixa é utilizada por menos de 500.000 brasileiros.

Enquanto o país tem quase 1 trilhão de depósitos em Caderneta de Poupança rendendo cerca de 6,0% ao ano perante uma inflação de 7,41% (IPCA acumulado nos últimos 12 meses), os cidadãos brasileiros detêm apenas poucos bilhões em títulos públicos federais.

tesouro direto 1

O Programa Tesouro Direto iniciou-se em 2002 quando passou a aceitar o investimento de Pessoas Físicas. A concentração da dívida interna de um país nas mãos da população torna o país mais forte economicamente e menos vulneráveis a investidores externos.

Basicamente, trata-se da compra de títulos de dívida pública da União. O investimento é seguro pois é quase impensável o governo brasileiro, não importa dirigido por qual partido, dar calote nesses títulos. Caso o fizesse, todo o mercado de renda fixa, os bancos e a própria economia estariam em situação sem condições de recuperação.

Como o governo “concorre”, de certa forma, com o sistema financeiro para a captação de investimentos, o mesmo é obrigado a pagar taxas de juros maiores que o mercado paga em CDBs, por exemplo.

tesouro direto 2

Cada título vendido corresponde à um tipo de emissão de dívida do governo que pode ser atrelada à taxa SELIC, com juros prefixados e atrelados à inflação + uma taxa fixa de juros.

O investidor pode ser remunerado de duas formas: recebendo o principal + juros no vencimento do papel ou recebendo os juros da aplicação semestralmente.

As taxas cobradas são 0,3% ao ano referente à taxa da CBLC (Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia) e a taxa dos agentes de custódia que varia de corretora para corretora (em geral, de 0,1% ao ano a 0,5% ao ano).

A quantidade mínima de compra é a fração de 0,01 título, ou seja, 1% do valor de um título, desde que respeitado o valor mínimo de R$ 30,00. O investidor pode comprar 0,01 título; 0,02 título; 0,03 título e assim por diante.

Não há limite financeiro para venda. mas o valor máximo para aplicação é R$ 1.000.000,00 por mês.

Repare abaixo os títulos disponíveis e as rentabilidades pagas pelo governo:

Preços e taxas dos títulos públicos disponíveis para compra
Título
Vencimento
Taxa(a.a.)
Preço Unitário Dia
Compra
Venda
Compra
Venda
Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ 2019 (NTNB Princ) 15/05/2019 6,31% R$2.002,94
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2020 (NTNB) 15/08/2020 6,32% R$2.558,44
Tesouro IPCA+ 2024 (NTNB Princ) 15/08/2024 6,38% R$1.444,39
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 (NTNB) 15/05/2035 6,45% R$2.510,35
Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ) 15/05/2035 6,49% R$729,44
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB) 15/08/2050 6,48% R$2.431,87
Prefixados
Tesouro Prefixado 2018 (LTN) 01/01/2018 13,57% R$702,24
Tesouro Prefixado 2021 (LTN) 01/01/2021 13,26% R$487,51
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2025 (NTNF) 01/01/2025 13,31% R$851,05
Indexados à Taxa Selic
Tesouro Selic 2021 (LFT) 01/03/2021 R$6.689,96

Atualizado em: 16/03/2015 14:30

O ideal é que o investidor esteja focado em resgatar o dinheiro no vencimento do título onde receberá a remuneração pactuada. Isso porque títulos do tesouro variam de valor ao longo da vigência e podem apresentar perdas.

A partir de 30 de março, os títulos que, atualmente, só podem ser vendidos às quartas-feiras poderão ser repassados ao governo diariamente. As compras continuarão ocorrendo em todos os sete dias da semana.

Avalie bem onde estão em seus investimentos. Não faz sentido, atualmente, em uma cesta de investimentos, não ter alguns ovos do Tesouro Direto. E ele está cada vez melhor.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *