Aposentadoria: você acredita nisto?

Aposentadoria

Pois é, agora temos que lidar com mais essa…

Acompanhamos nossos familiares sonhando com este momento ao longo da vida e se esforçando para pendurar as chuteiras e saltos altos com conforto e tranquilidade. Fizeram uma boa reserva formada ao custo do sacrifício, da abstinência de muitos prazeres e, claro, muito suor e trabalho. Pronto! Agora eles colocaram o pé para cima e vivem do dinheiro caindo em conta corrente todos os meses.

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Se seu planejamento remonta à mesma trajetória de seus pais – ainda que você seja um servidor público – cuidado! Essa estratégia poderá lhe decepcionar lá na frente.

Por que?

1) Porque que nossos hábitos de consumo mudaram muito em relação às gerações anteriores. É comum desejarmos o último modelo de celular lançado no mercado, trocarmos o automóvel de tempos em tempos e usufruirmos de lazer cada vez mais sofisticado. Isso fará com que o montante necessário para a sobrevivência no futuro seja maior.

2) As altas taxas e impostos que pagamos diminuem nosso potencial de poupança. O que somos obrigados a repassar ao governo não retorna em forma de benefícios de qualidade como boa educação, por exemplo.

3) Por causa da inflação. Longos períodos de inflação alta corroem os ganhos reais tão importantes para formar a famosa “bola de neve dos juros compostos” necessária para formar um montante que nos proporcione receita apenas com o rendimento financeiro.

4) Por causa dos custos da saúde. As doenças poderão continuar as mesmas, mas o envelhecimento da população brasileira e as tecnologias cada vez mais aprimoradas encarecerão o tratamento. Não é possível afirmar se haverá empresas interessadas neste negócio no futuro. As operadoras de saúde já estão se ajustando e deixando de oferecer, por exemplo, planos de saúde individuais.

5) Por causa do INSS. O sistema previdenciário brasileiro tem muitas qualidades no que se refere à securidade social (benefícios) mas peca muito quando o assunto é a renda por aposentadoria. Outra coisa: quantas vezes mudarão as regras até você atingir a velhice?

O conselho valioso que fica é: pense nos seus próximos 20, 30 anos de vida. Seu planejamento além do financeiro, obviamente, deve contemplar sua estratégia e suas atitudes para continuar sendo um profissional atrativo para o mercado no futuro.

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Veja meu exemplo: quais capacidades precisarei desenvolver para ser um bom consultor financeiro, daqui a 20 anos? Existirá este profissional no futuro ou a população estará educada financeiramente? Quais os planos alternativos que tenho? Darei aulas, serei palestrante? Minha empresa continuará sendo procurada pelos clientes?

O tempo passa para todos! Este assunto é muito importante em sua vida. Pense nisso!

Boa semana!

 

 

 

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