Você costuma “rasgar” dinheiro?

tesoura

Não, não estou perguntando se você está louco(a). Mas porque gastos desnecessários e “auto-enganos” são muito comuns na administração da vida financeira.

Henry Ford já dizia: “Ficamos ricos graças não ao que ganhamos mas ao que não gastamos.”

Todos os dias, procuro observar o cotidiano para identificar práticas de como as pessoas carregam culpa no uso do dinheiro. Aliás, dinheiro não é o fim; é o meio pelo qual conseguimos manter nossas necessidades básicas e nos proporcionar prazer. Só que a maioria das pessoas faz da maneira errada: não medem despesas para fazer economia.

Tenho um caso clássico para contar: todos acham um absurdo pagar o estacionamento do shopping center. Eu também acho muito caro. Aos sábados, principalmente, costumo observar pessoas estacionando longe o seus veículos para economizar R$ 8,00 ou R$ 10,00.

Tudo bem. Mas, assim que são abduzidas pelo maravilhoso universo de compra do shopping as pessoas começam a fugir de sua realidade: calças caríssimas de griffe são compradas em 12x no cartão de crédito que tem saldo a ser pago, um celular com o limite do cheque especial e assim por diante. Vejam só, uma economia de R$ 8,00 fora do shopping e um exagero de R$ 1.000,00 dentro dele.

O problema é que, ao sair do shopping, o sentimento de culpa invade imediatamente: “Meu Deus, onde estava com a cabeça…”. Elas olham para os seus carros estacionados, lembram do tanto que andaram debaixo do sol e a ficha cai…

Isso é o que eu chamo de “rasgar” dinheiro e que remete ao título deste post.

Por que isso acontece? Porque o indivíduo quando está sozinho (quando decide parar o carro longe do shopping) está tomando uma decisão que não o colocará em exposição. Por outro lado, ao comprar a calça de R$ 1.000,00, às vezes sem poder, ele está tomando uma decisão sobre a compra de algo que o fará ser visto ou reconhecido.

São estas situações que acontecem no dia a dia que nos levam a “rasgar” dinheiro sem perceber. Quantas vezes acabamos comprando algo que poderia ser comprado à vista – ou até em parcelas – com mais paz de espírito mas o ímpeto nos fazem assumir contas no momento errado?

Outro exemplo clássico são as compras no supermercado onde, geralmente, voltamos com muito mais itens do que havíamos planejado comprar. Uma ida à livraria quando compramos livros sabendo que há dois esperando na cabeceira da cama para serem lidos.

Somos expostos, diariamente, a uma das maiores armas do mundo capitalista: a armadilha do consumo. Campanhas de marketing na TV, na Web, nas revistas, no rádio, etc.. Temos que nos programar para sermos felizes no longo prazo pois, somos estimulados o tempo todo a consumir a cada segundo: “Compre já!”, “Aproveite!”,”Último dia!”, “Leve 3, pague 2” são alguns dos exemplos.

Ao decidir sobre uma compra, pergunte-se: “Eu quero ou eu preciso?”. Em seguida: “Posso arcar com essa despesa agora?”

Dica final: gaste com o que precisa e você sempre terá dinheiro para gastar com o que quiser.

Pense nisso e boa semana!

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