O Brasil, o medo e o seu bolso…

Todos temos acompanhado o cenário político e as manifestações pelo país clamando, justamente, por melhorias na vida da população. Mas, quais são os verdadeiros reflexos em nossa vida financeira ?

No curto prazo, as inquietações trazem instabilidades ao varejo e à cadeia produtiva. As importações começam a ficar mais caras pois o mercado começa a buscar mais moeda estrangeira, no caso o dólar, para se proteger de um possível caos político no Brasil. O dólar avança e já é um dos melhores investimentos do ano graças à especulação. Os preços sobem e a inflação vem nos assustar novamente. Os empresários adiam seus planos de investimento nas empresas o capital estrangeiro começa a fugir do país. A apreensão se alastra: produtores pagam mais caro pelas matérias-primas, repassam seu aumento de custos que vem parar nas prateleiras do supermercado, dos shoppings centers e, como não poderia deixar de ser, no nosso bolso.

Medo: tudo passa por essa palavrinha assustadora. O tal “medo” faz o país recuar pois, à medida que a população se inflama, cresce a desconfiança no mercado financeiro de que as Instituições existentes não possuem as ferramentas para conter a insatisfação das ruas e que também não conseguirão dar uma resposta imediata às melhorias reivindicadas.

Todos ficam com medo. A Presidente(a) fica com medo, o Congresso fica com medo, a imprensa ajuda a divulgar o medo e nós ficamos…deixa pra lá. Para piorar, a economia do Brasil fica com medo de crescer e nós ficamos com medo de perder nossos clientes e empregos. Ficamos com medo de ir as manifestações e encontrar alguns inconsequentes que coloquem fogo nos ônibus que todos usarão no dia seguinte.

Enfim, o medo paralisa o Brasil e a vida de todos.

Como consumidores, façamos escolhas ainda melhores para nosso dinheiro. Adiemos a compra de algo que possamos esperar. Não nos endividemos pois uma nova onda de aumento de juros parece estar se aproximando. Fiquemos de olho em nossas aplicações e nos custos que elas estão oferecendo pois rentabilidade não é tudo. Priorizemos a poupança de longo prazo e as taxas que nossas aplicações estão nos garantindo. Olhemos para a frente e vejamos para qual direção nossa carreira está caminhando.

No médio prazo, nossa vida de investidores não será fácil pois não há melhorias previstas para nossa economia nos próximos três anos. Ganhar da inflação é o objetivo primário. Num perfil conservador ganhos reais de 3 a 4% serão bem vindos. Se a taxa de juros voltar aos patamares de 2011 será possível ganhar um pouco mais (mas taxa de juros muito alta nos entregará “pibinho”). Investimentos imobiliários bem analisados e oportunos (negociações vantajosas, bons descontos) tornam-se interessantes pelo fator segurança e pela valorização, menos acentuada que nos anos anteriores, mas sempre garantida nesta modalidade. A renda variável passa por um mal momento mas oferece ainda oportunidades de compra em ações e fundos imobiliários para àqueles bem assessorados por especialistas no assunto.

Para finalizar, só a esperança vence o medo e nosso sucesso financeiro no longo prazo dependerá mais disso do que qualquer outro fator. Encaremos o dia a dia com disciplina, poupemos sempre, fiquemos atento às tentações que querem esmagar nosso bolso e saiamos às ruas pacificamente para buscar um país melhor para nossa família.

Boa sorte para todos nós!

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